Inclusão dos riscos psicossociais na NR-01 pela Portaria MTE nº 1.419, de 27 de agosto de 2024
A principal mudança na NR-01, pela Portaria MTE nº 1.419, é a inclusão dos riscos psicossociais de forma mais clara e objetiva no gerenciamento de riscos ocupacionais.
As empresas agora terão que considerar fatores como assédio, estresse ocupacional, carga mental e relações interpessoais na avaliação dos riscos do ambiente de trabalho. Além disso, há maior participação dos trabalhadores e necessidade de revisão contínua do PGR para garantir que esses riscos sejam identificados e controlados.
🚨 ADIAMENTO OFICIAL
⚠️ A vigência foi ADIADA para 25 de maio de 2026
Portaria MTE nº 765/2025 prorrogou o prazo por mais um ano.
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O que são riscos psicossociais e como identificá-los
Os riscos psicossociais são fatores presentes no ambiente de trabalho que podem afetar negativamente a saúde mental, o bem-estar e o desempenho dos trabalhadores. Esses riscos decorrem de condições organizacionais, estruturais e relacionais, podendo resultar em estresse ocupacional, esgotamento emocional, ansiedade e outros problemas de saúde.
Os principais fatores de riscos psicossociais incluem:
- Carga de trabalho excessiva ou insuficiente;
- Falta de autonomia e controle sobre as atividades laborais;
- Demandas emocionais intensas e exposição a situações de conflito;
- Falta de suporte organizacional e relacionamentos interpessoais problemáticos;
- Assédio moral, assédio sexual e discriminação;
- Insegurança no emprego e ausência de perspectivas de crescimento profissional; e
- Conflito entre vida pessoal e profissional.
A identificação dos riscos psicossociais deve ser realizada de maneira estruturada, de acordo com a NR-01 e NR-17, por meio de:
- 1Avaliação das Condições de Trabalho: Analisar carga de trabalho, jornada, demandas emocionais e nível de controle dos funcionários sobre suas tarefas.
- 2Observação do Ambiente Organizacional: Examinar a cultura da empresa, a comunicação interna e os relacionamentos interpessoais.
- 3Monitoramento de Indicadores de Saúde Ocupacional: Verificar taxas de absenteísmo, afastamentos por transtornos mentais, rotatividade e queixas recorrentes dos trabalhadores.
- 4Aplicação de Entrevistas: Utilizar metodologias e instrumentos para coletar percepções dos colaboradores sobre seu ambiente de trabalho.
- 5Análise de Registros Internos: Avaliar reclamações, conflitos registrados e histórico de ações relacionadas à segurança e saúde no trabalho.
Ao identificar riscos psicossociais, as organizações podem implementar medidas preventivas e corretivas para promover um ambiente de trabalho mais saudável, reduzindo impactos negativos e melhorando a qualidade de vida dos trabalhadores.
Por que o risco psicossocial está no grupo ERGONÔMICO?
Os riscos psicossociais estão no grupo ergonômico porque estão relacionados às condições de organização do trabalho e às interações que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores. Assim como os fatores ergonômicos físicos (postura, esforço repetitivo), os psicossociais impactam diretamente o bem-estar, produtividade e segurança no trabalho, sendo considerados parte da ergonomia organizacional.
Pela NR-01, é evidenciado vínculo com o ergonômico, e pela NR-17, abrange questões cognitivas que comprometem a saúde do colaborador.
NR-01 - Vínculo com ergonômico
NR-17 - Aspectos cognitivos
Quais são os riscos psicossociais?
As Normas Regulamentadoras (NRs) não estabelecem uma lista específica e padronizada de riscos psicossociais. A identificação desses riscos depende da interpretação de quem realiza a avaliação e do contexto organizacional. No entanto, com base nas referências analisadas, podemos listar exemplos, como:
• Demandas do Trabalho e Organização
- Carga de trabalho excessiva ou insuficiente – Sobrecarga ou falta de desafios pode levar a estresse e desmotivação.
- Trabalho realizado sem pausas adequadas – A ausência de períodos de descanso pode gerar fadiga e esgotamento.
- Necessidade de manter ritmos intensos de trabalho – Pressão constante para alta produtividade pode causar exaustão mental e física.
- Trabalho com variação de turnos e noturno – Mudanças frequentes de horário podem afetar o sono e o equilíbrio vida-trabalho.
- Falta de clareza nas funções – A indefinição de papéis pode gerar estresse e insegurança.
- Pressão por resultados e metas inatingíveis – Expectativas irreais podem resultar em frustração e ansiedade.
- Exigência de múltiplas tarefas com alta demanda cognitiva – A sobrecarga mental pode impactar a concentração e aumentar os erros.
• Ambiente Organizacional e Relações Interpessoais
- Falta de autonomia no trabalho – A impossibilidade de tomar decisões reduz o engajamento e gera frustração.
- Assédio moral e sexual – Comportamentos abusivos impactam diretamente a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores.
- Conflitos interpessoais e hierárquicos – Relações problemáticas podem criar um ambiente hostil e desmotivador.
- Discriminação no ambiente de trabalho – Tratamento desigual baseado em gênero, idade, raça ou orientação prejudica a inclusão e gera sofrimento psíquico.
- Ambiente organizacional tóxico – Cultura de alta competitividade e ausência de suporte podem afetar a motivação.
• Segurança no Trabalho e Estabilidade Profissional
- Insegurança no emprego – O medo de demissão gera estresse e pode comprometer a produtividade.
- Falta de oportunidades de crescimento – Ausência de perspectiva de carreira desmotiva os colaboradores.
- Excesso de demandas emocionais – Trabalhos que exigem envolvimento emocional constante podem levar ao esgotamento.
• Equilíbrio Vida-Trabalho
- Desequilíbrio entre tempo de trabalho e repouso – Jornadas longas e ausência de tempo livre impactam a saúde mental.
- Dificuldade de conciliar demandas profissionais e pessoais – Falta de flexibilidade pode causar conflitos e insatisfação.
- Isolamento no trabalho – Trabalho remoto ou ambientes pouco colaborativos podem gerar solidão e desmotivação.
Como eu faço para identificar os riscos psicossociais?
A identificação dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho deve ser realizada de forma estruturada, considerando diversos fatores que podem impactar a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores. Para isso, é essencial avaliar as condições e organização do trabalho, como carga de trabalho, jornada, nível de autonomia, relações interpessoais e cultura organizacional. Além disso, é importante monitorar indicadores como absenteísmo, afastamentos por transtornos mentais, rotatividade e registros de reclamações formais sobre assédio, discriminação ou sobrecarga de trabalho.
Uma abordagem eficaz para essa identificação é a aplicação de metodologias estruturadas que permitem mapear os riscos psicossociais de maneira objetiva. Algumas das principais metodologias incluem:
Principais Metodologias
- Copenhagen Psychosocial Questionnaire (COPSOQ) – Avalia aspectos como demandas, suporte social e bem-estar.
- Job Stress Scale de Karasek – Mede a relação entre demanda e controle no trabalho.
- Inventário de Burnout de Maslach (MBI) – Focado na exaustão emocional e realização profissional.
- Escala de Estresse no Trabalho (EET) – Mede o nível de estresse percebido pelos trabalhadores.
- PROART (Protocolo de Avaliação de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho) – Estrutura uma abordagem específica para identificar e diagnosticar riscos psicossociais, orientando intervenções preventivas e corretivas.
Para coletar dados diretamente dos colaboradores e facilitar a análise das percepções sobre o ambiente de trabalho, ferramentas digitais são fundamentais. O SESMO está desenvolvendo uma solução completa e integrada para essa necessidade!
🎉 Módulo Psicossocial SESMO - Em Desenvolvimento
Nossa grande novidade! Estamos desenvolvendo um módulo completo integrado ao SESMO para coleta e análise de dados psicossociais, com questionários automatizados, dashboards inteligentes e total conformidade com as NRs.
Ao combinar a análise das condições de trabalho, a aplicação de metodologias reconhecidas, o uso de ferramentas digitais para coleta de dados e o monitoramento de indicadores internos, as empresas podem obter uma visão abrangente dos riscos psicossociais. Com essas informações, torna-se possível planejar e implementar medidas preventivas eficazes para promover um ambiente de trabalho mais saudável e equilibrado, reduzindo impactos negativos à saúde mental dos trabalhadores.
Como lançar os riscos psicossociais no SESMO?
O SESMO permite cadastrar e classificar corretamente os riscos psicossociais, utilizá-los na coleta de dados e apresentar nos documentos, possibilitando o gerenciamento destes riscos de acordo com suas análises, necessidades e critérios específicos.
Módulo em desenvolvimento
Enquanto o módulo psicossocial está em desenvolvimento, você já pode cadastrar e vincular os riscos psicossociais diretamente nas Configurações do SESMO, assim como na coleta de dados do cliente.
Essas informações serão aproveitadas automaticamente assim que o novo módulo for disponibilizado.
Passo 1: Cadastrar Técnica
Primeiro, é necessário cadastrar a técnica utilizada para identificar os riscos psicossociais, pelo caminho Módulo Engenharia → Configurações → Técnica:
Observação Importante
A técnica é subjetiva e não segue um padrão único. Se estiver utilizando uma metodologia ou estudo já existente, nomeie-o adequadamente. Caso esteja combinando diferentes metodologias e o resultado final seja exclusivo, escolha um nome que reflita essa originalidade.
Passo 2: Classificar Riscos
Após isso, seguir para o cadastro dos riscos psicossociais de acordo com seus critérios, pelo caminho Módulo Engenharia → Configurações → Riscos, e para ficarem classificados corretamente, é preciso selecionar o grupo Ergonômico e o subgrupo Ergonômico - Psicossociais/Cognitivos:
Preciso transmitir para o eSocial os riscos psicossociais?
Atualmente, o eSocial não exige a transmissão de riscos psicossociais, pois o foco está nos riscos físicos, químicos e biológicos para fins previdenciários. No entanto, os riscos psicossociais devem ser considerados no PGR e em ações preventivas da empresa, mesmo sem a obrigatoriedade de envio ao eSocial.
O PGR do SESMO está adequado para atender essas mudanças?
Sim!
O modelo padrão atual do PGR do SESMO está adequado às mudanças da NR. Se você utiliza essa configuração, não é necessário fazer ajustes.
Caso possua modelo personalizado ou tenha dúvidas sobre a adequação do seu PGR, entre em contato com nosso suporte técnico para orientação.
